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Conteúdo dirigido a profissionais de saúde

Quando o plano nega a micrografia que você indicou

A negativa chega ao consultório, não ao escritório. É a sua equipe que recebe o paciente com o pedido recusado, o protocolo sem resposta ou a sugestão de trocar a micrografia por uma exérese convencional.

Sou advogada com atuação em Direito à Saúde dedicada a uma única situação: autorização e custeio da cirurgia micrográfica de Mohs em planos de saúde. Todos os casos que acompanho envolvem negativa, demora ou substituição indevida da micrografia.

Janaína Leite, advogada
Janaína Leite — OAB/MG 195.600

O que as operadoras costumam alegar

Nenhuma dessas alegações decide o caso sozinha — cada uma abre uma discussão distinta, e a resposta depende do conjunto documental.

“Procedimento não consta no Rol da ANS”

A discussão passa pela Lei 14.454/2022 e pelos critérios que ela fixou para cobertura fora do Rol.

“Não há cobertura para a técnica indicada”

Costuma envolver a leitura da DUT e a correspondência com o código TUSS 30101123.

“O procedimento pode ser substituído por exérese convencional”

Aqui o laudo que descreve a indicação técnica da micrografia é o documento central.

Silêncio ou pedido sucessivo de documentos

A demora tem tratamento próprio e depende do registro de protocolos e datas.

Por que a substituição não é equivalente

Quando a operadora sugere trocar a micrografia por exérese convencional, a discussão deixa de ser sobre cobertura e passa a ser sobre técnica. O ponto está no controle de margem:

Exérese convencionalA peça é avaliada por planos de corte espaçados. O prolongamento tumoral situado entre dois planos não aparece na leitura.fica entre dois planosPlanos de corte espaçados

Exérese convencional

A margem é definida antes da leitura histológica, e a avaliação recai sobre amostras da peça. O que fica entre dois planos de corte não é examinado — e não há etapa seguinte: a peça é lida uma vez só.

Micrografia de Mohs

  1. Etapa 1: Camada orientada e mapeadaA camada retirada é orientada e dividida em quadrantes, de modo que qualquer achado possa ser devolvido à sua posição na peça.1234Orientação

    1Camada orientada e mapeada

    A camada retirada é orientada e dividida em quadrantes, de modo que qualquer achado possa ser devolvido à sua posição na peça.

  2. Etapa 2: Margem lida por inteiroA margem periférica e profunda é examinada de forma contínua. O comprometimento aparece localizado — aqui, no quadrante 1.1234Leitura contínua

    2Margem lida por inteiro

    A margem periférica e profunda é examinada de forma contínua. O comprometimento aparece localizado — aqui, no quadrante 1.

  3. Etapa 3: Reabordagem do quadranteSó o quadrante comprometido volta a ser abordado. Os demais são preservados, e o ciclo se repete até a margem estar livre.1234Reabordagem dirigida

    3Reabordagem do quadrante

    Só o quadrante comprometido volta a ser abordado. Os demais são preservados, e o ciclo se repete até a margem estar livre.

Mesma peça em todos os desenhos — o que muda é o que chega a ser examinado e o que acontece depois. O controle de margem é o ponto central quando a operadora propõe trocar a micrografia por exérese convencional.

Um recorte estreito, por opção

A micrografia tem discussão regulatória própria, que não se resolve com o repertório geral de negativa de plano de saúde. É esse recorte que acompanho de perto:

  • Rol da ANS e os critérios da Lei 14.454/2022 para cobertura fora do Rol.
  • Diretriz de Utilização (DUT) e a correspondência com o código TUSS 30101123.
  • Prazos de resposta da ANS por tipo de procedimento e como contá-los.
  • Elementos do laudo que sustentam o pedido: indicação da técnica, localização, subtipo histológico e margens.
  • Registro de protocolos e documentação da demora de autorização.
Janaína Leite em atendimento

Como funciona a interlocução

O encaminhamento parte sempre do paciente, que procura o escritório por decisão própria. Ao consultório cabe, no máximo, informar que existe discussão jurídica possível sobre a negativa — sem indicação nominal e sem qualquer contrapartida.

Não há repasse, comissão ou participação de honorários. O Código de Ética da advocacia veda essa forma de captação, e o Código de Ética Médica trata da matéria no mesmo sentido.

O que existe é interlocução técnica: dúvidas sobre prazos, sobre o que a operadora costuma exigir e sobre o que o laudo precisa deixar explícito são respondidas sem custo para o serviço.

Abrir um canal com o escritório

Se o seu serviço lida com negativas da micrografia e faz sentido ter um canal para dúvidas técnicas, deixe seus dados abaixo. O retorno é feito pessoalmente, sem custo e sem compromisso.

Os dados são usados apenas para o retorno profissional a este contato. Confira a Política de Privacidade.

Esta página tem caráter exclusivamente informativo e destina-se a profissionais de saúde, nos termos do Código de Ética e Disciplina da OAB e do Provimento CFOAB nº 205/2021. Não constitui oferta de serviços, captação de clientela, promessa de resultado nem orientação sobre caso concreto.

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